, naquele instante, poderia tê-lo passado em frente a mulher de seus sonhos, a senhora mais enferma que aos olhos se apresentasse, o comboio de mais alarde que se pusera em ruas...era atônito! o barítono solava como se espetáculo ainda houvesse. os lugares continuavam tépidos dos traseiros que se dispunham. naquele instante, poderia vir abaixo o teatro. naquele instante não se importava com nada que não fosse a dúvida. ela comia-lhe a gengiva, espalhava feito câncer pelos dentes esbranquiçados: não ria. e por muito cria que já houvesse metástase: não chorava. homenzinho que fosse, corajoso até, era agora isento de sentidos. não sabia nomear. o ser falante era breve e pasmo, pelo que lhe restou da pergunta que fizeram, procurava algures a resposta que não acharia em si mesmo...